Opinião

Moção de Apoio à Interdição do Presídio Regional de Joinville

O Centro dos Direitos Humanos de Joinville (CDH) manifesta seu apoio à decisão do Juiz Corregedor, Dr. João Marcos Buch que, em 26/06/2017, determinou a interdição total do Presídio Regional de Joinville (PRJ).
O CDH, como membro do Conselho Carcerário de Joinville (CCJ) acompanha a situação da referida unidade prisional e reafirma quão graves são as violações que ocorrem naquele espaço, violações estas, que estão expostas em relatórios oficiais que sustentam fidedignamente os fatos.
Tais violações de direitos cometidas contra as pessoas privadas de liberdade colocam em risco toda a população, uma vez que o Estado não cumpre seu papel de promover a ressocialização, devolvendo para a sociedade mais violência.
Por não cumprir suas obrigações nas questões sanitárias, transforma também a unidade prisional em um espaço insalubre e propenso à proliferação de diversas doenças que podem se manifestar nos espaços da cidade (e região) uma vez que todas as pessoas que tem contato com a unidade, tanto visitantes, como trabalhadores e comunidade aos arredores estão expostos ao desleixo.
Assim, o CDH apela ao Governo do Estado de Santa Catarina para que promova a humanização do sistema prisional e, com urgência, atenda as necessidades do PRJ, cumprindo as diretrizes da Constituição Federal Brasileira de 1988.
Joinville, 27 de junho de 2017.
Nasser Haidar Barbosa – Coordenador do CDH

Estudantes refletem sobre intolerância religiosa – Projeto Mil Razões Para Viver

No dia 06 deste mês o projeto: “Mil Razões Para Viver”, que acontece na Escola Tufi Dippe, trouxe a discussão sobre a intolerância religiosa. Os temas das discussões do projeto são sempre levantados pelos estudantes. A iniciativa destes trabalhos são do Centro Dom Helder de Acolhida e Capacitação de Jovens (CDHE) e do Centro dos Direitos Humanos (CDH).

O encontro iniciou com uma dinâmica relacionando o tempo que leva para que as pedras se transformem com as transformações culturais da humanidade. Como a pedra é trabalhada com condições do tempo e leva anos para se modificar, assim também são as diversas culturas, neste caso as culturas religiosas.

Depois de uma breve explanação sobre as diversas religiões: o Cristianismo e seus desdobramentos, o Espiritismo, o Islamismo, Budismo, Hinduísmo, Judaísmo, Religiões de Matriz Africana e Religiões de Matriz Indígena, refletimos a situação no Brasil a partir da filosofia Cristã e como esta cultura perpassa na história brasileira. Com todas as suas ambiguidades de relações de poder, guerra e paz e hierarquias. Nossa reflexão foi pautada também no texto: “Deus, uma palavra escorregadia”, da teóloga feminista da libertação, Ivone Gebara. O texto aponta como o uso da palavra “deus” está nas mais diversas colocações e com significados diferentes. De acordo com Ivone, “deus” se tornou uma expressão, uma linguagem que não tem mais nada a ver com o que é de fato.

Os estudantes fizeram diversas colocações na sua maioria com anseios de viver uma religiosidade que seja inclusiva e que não aponte para as pessoas, mas sim, que seja acolhedora. Eles também produziram desenhos de orixás para divulgar a atividade e no dia 06 explicaram seus desenhos e contaram a história da criação de acordo com a filosofia do candomblé.

 

Encerramento da SOUC em Joinville

Encerrou mais uma Semana de Oração Pela Unidade Cristã (SOUC 2017). Foram muitas as celebrações que fizeram o pedido da unidade entre as denominações e respeito as diversas manifestações de fé. Ontem (04), na Paróquia São Mateus da Igreja de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), foi marcado o encerramento com uma celebração entre Luteranos e Católicos com a participação da Comissão Ecumênica de Joinville e o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI).

As pessoas presentes receberam uma pedra no início da celebração e, em um profundo momento de reflexão foram convidadas a preencher uma cruz construída no chão da igreja, lembrando palavras que simbolizam o rompimento das relações, mas também, palavras que simbolizam a esperança. Os presentes também foram motivados a falar sobre compromissos que podem ser assumidos para promover a unidade. O dia de ceia na comunidade foi realizado em conjunto e emocionou as pessoas presentes.

Os encontros foram marcados com muita alegria e disposição para a vivência da partilha e a cada ano que passa vem se fortalecendo nas comunidades Católicas e Luteranas com a esperança de avançar na unidade e na reconciliação. No final da celebração foi preparado pela Paróquia São Mateus uma grande partilha.

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