Opinião


Ao Senhores

CARLOS MOISÉS DA SILVA,

Governador do Estado de Santa Catarina

HELTON ZEFERINO,

Secretário Estadual de Saúde

As medidas de suspensão das atividades, previamente adotadas em Santa Catarina, atendiam às necessidades de isolamento e distanciamento social em defesa da nossa sociedade. Embora há quem possa ter considerado a decisão prematura, as ações seguiram os protocolos internacionais e foram acolhidas pelos catarinenses, com participação ativa e de esforço coletivo para barrar a expansão da pandemia da Covid-19 em nosso território. 

Além de ressaltar a importância das medidas pela atenção aos cidadãos, escrevemos com muita preocupação e angústia, representando inúmeras parcelas e grupos da sociedade catarinense. Temendo uma tragédia anunciada, tomamos a liberdade para escrevê-los. Face ao prognóstico de rápida expansão de casos do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, e da doença Covid-19 (e a grave possibilidade de descontrole da estrutura social e de saúde) nas próximas semanas, demonstramos profunda preocupação com a retomada gradativa e parcial de algumas das atividades no território catarinense a partir da próxima semana. 

Tememos a repetição de experiências de políticas que, em nome do ganho imediato e das cifras econômicas, agora lamentam a partida de muitas vidas e de famílias devastadas pela enorme capacidade de expansão do novo vírus. A Itália é o exemplo que mais nos salta aos olhos. Milão promoveu a campanha #MilãoNãoPara há um mês. Ontem, 27 de março de 2020, eram 5.402 pessoas mortas. Em toda a Itália o número ultrapassa 9.134 (conforme dados oficiais das autoridades sanitárias do país).

Em nome da preservação da saúde da comunidade catarinense frente à pandemia no Brasil (sem uma parceria e nem apoio do governo central do país), gostaríamos de solicitar a prorrogação por tempo indeterminado do decreto que orienta a quarentena, com avaliações diárias dos avanços da Covid-19 nas cidades catarinenses. Decisão mais acertada, num momento em que todas as famílias brasileiras (ou mesmo do mundo) se encontram reunidas em suas residências, preservando a saúde e a vida. Estamos temerosos de que o pico de infestação e circulação viral ocorra justamente quando se abrem possibilidades de retomada de atividades.

A suspensão de todos os serviços não essenciais continua sendo a principal medida para diminuir o contágio pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de 11 de março de 2020, data em que atribuiu à Covid-19 o status de pandemia, estabeleceu como uma das principais medidas para frear a curva de contágio evitar a aglomeração de pessoas.

No Brasil, vários estados, inclusive Santa Catarina, suspenderam as atividades não só no setor de serviços e comércio mas também nas indústrias, os efeitos positivos dessa medida são incontestáveis. Ainda assim, já são mais de 3,4 mil infectados e 92 mortes provocadas pelo coronavírus no país, conforme dados do Ministério da Saúde de 27 de março de 2020. No mundo, já são quase 20 mil pessoas mortas e 500 mil infectadas, com base nos dados oficiais, sem contar as subnotificações.

O isolamento é a principal medida de contenção, medida mais eficaz para diminuir a velocidade de proliferação do Sars-CoV-2. É fundamental garantir proteção à saúde, aos direitos e à vida de trabalhadores, que são os mais expostos à contaminação, pois além de terem menos recursos de proteção e de dependerem dos transportes coletivos em setores como a indústria, trabalham em grande concentração, o que não é indicado num momento de crise sanitária mundial.

Em Santa Catarina, caso isso não ocorra, podemos entrar na lista mundial dos lugares com mais mortes e pessoas infectadas. O colapso do sistema de saúde e o pânico causado pela disseminação acelerada da doença levarão à paralisação da economia, porém num cenário ainda mais frágil do que este pelo qual passamos agora.

Entendendo que os senhores têm tomado as medidas mais sensatas frente à pandemia, e considerando o histórico recente e a baixíssima quantidade de testes (além da fragilidade do sistema de saúde), reforçamos o nosso pedido: que o Governo do Estado de Santa Catarina reveja o decreto de isolamento social, atendendo às orientações da OMS e das autoridades sanitárias, médicas e científicas, estaduais, nacionais e internacionais.

Diante disso, entendemos a necessidade de manter o estado de emergência e a quarentena até que a situação se normalize. Vemos a prorrogação da paralisação conjunta como única forma de continuar a frear o aumento no número de pessoas doentes e desacelerar a transmissão do novo coronavírus.

Santa Catarina, 28 de março de 2020.

Universidade, entidades, sindicatos, coletivos, núcleos e movimentos sociais abaixo assinadas:

  1. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  2. Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE)
  3. Associação Catarinense de Preservação da Natureza (ACAPRENA)
  4. Seção Sindical dos Docentes da UFFS – Sinduffs
  5. Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores nas Empresas de Transporte Coletivo Urbano Intermunicipal e Interestadual de Passageiros de Chapecó e Região
  6. Articulação Catarinense por uma Educação do Campo (ACECAMPO)
  7. Associação em Defesa dos Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade (ADEH)
  8. Associação dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (APUFSC) 
  9. Sindical Sindicato de Assessoramento, pericia e informação de Santa Catarina (SINDASPISC)
  10. Centro de Direitos Humanos do Alto Vale do Itajaí
  11. Rede Catarina de Palhaças
  12. Conselho Regional de Fonoaudiologia – 3a Região (CreFono 3)
  13. Associação Gente
  14. Frente Joinville pela Democracia
  15. Programa de Pós Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJOR/UFSC)
  16. Núcleo de Pesquisas em Desenvolvimento Regional da Universidade Regional de Blumenau (NPDR/FURB)
  17. Fórum Catarinense de Economia Solidária (FCES)
  18. Centro dos Direitos Humanos de Jaraguá do Sul (CDH/JS)
  19. Sindicato dos Empregados nas Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo de Blumenau, Gaspar e Pomerode (Sindetranscol)
  20. Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb) 
  21. Cooperativa de Trabalho, Educação, Inclusão e Autogestão (COOPERTEIA – Blumenau) 
  22. Sindicato dos trabalhadores do vestuário de Brusque e região
  23. Sindicato dos Empregados e Estabelecimentos Serv. de Saúde de Joinville e Região 
  24. Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação de Jaraguá do Sul e Região
  25. Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC)
  26. Sindicato dos Trabalhadores dos Químicos, Plásticos, do Papel e da Borracha de Jaraguá do Sul e Região
  27. Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários do Vale do Itajaí (SINTEVI)
  28. Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Jaraguá do Sul e Região
  29. Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Jaraguá do Sul e Região
  30. Sindicato dos Comerciários de Blumenau
  31. Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da Furb
  32. Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
  33. Federação dos Vigilantes de Santa Catarina (FEVASC)
  34. Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina (FETIESC)
  35. Sindicato dos Vigilantes de Blumenau (SINVAC)
  36. Sindicato dos Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial (SINTRAFITE) 
  37. Sindicato dos Bancários de Blumenau e Região (SEEB)
  38. Sinte Regional Blumenau
  39. Sindicato dos Empregados em Sindicatos de Blumenau (SEEB) 
  40. Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
  41. Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Indaial – SINSERPI
  42. Rádio Comunitária Fortaleza Adenilson Teles de Blumenau (RCF)
  43. Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Blumenau (SITICOM)
  44. Sindicato dos trabalhadores nas indústrias de vidros, cristais, papel e papelão de Blumenau e região (SINDICRIP)
  45. Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (SINSEPES) 
  46. Rádio Comunitária de São Miguel do Oeste
  47. Sindicato dos Servidores Públicos Municipal de Rio do Sul e Região (Sinspurs) 
  48. MMM/Batucada Feminista de Blumenau
  49. Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Refeições Coletivas de Santa Catarina (SINTERC)
  50. Sindicato dos Empregados em Empresas Prestadoras de Serviço e Asseio e Conservação no Município de Florianópolis (Sindlimp)
  51. Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina (SINDPD/SC)
  52. Sindicato dos Vigilantes de Florianópolis
  53. Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Jaraguá do Sul e Região
  54. Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul e Região
  55. Sindicato dos Trabalhadores dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região
  56. Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte Regional Jaraguá do Sul)
  57. Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região
  58. Sindicato de Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Miguel do Oeste
  59. Grupo de Pesquisa Ethos, Alteridade e Desenvolvimento do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade de Blumenau (NPDR/FURB)
  60. Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Rio do Sul e Região 
  61. Detalhe Teatro e Produções Artísticas
  62. Coletivo LGBT de Blumenau Liberdade
  63. Coletivo Maruim
  64. Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santa Catarina (MST) 
  65. Movimento de Consciência Negra de Blumenau Cisne Negro
  66. Movimento Mulheres do Litoral (MULIT)
  67. Núcleo de Pesquisa Economia Solidária Trabalho e Desenvolvimento Regional da FURB 
  68. Núcleo de Estudos Indígenas da Universidade Regional de Blumenau (NEI/FURB) 
  69. Cooperativa Comunicacional Sul
  70. Juventude Manifesta Santa Catarina
  71. Juventude Socialista de Santa Catarina
  72. União Nacional LGBT de Joinville
  73. União da Juventude Socialista de Joinville Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia
  74. Portal Desacato.info
  75. Portal Catarinas
  76. Rádio Ponto UFSC
  77. Grupo de Investigação em Rádio, Áudio e Fonografia (GIRAFA)
  78. Associação de Pós-Graduandos da UFSC (APG-UFSC)
  79. Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH-UFSC)
  80. Sindicato dos Professores de Itajaí e Região (SINPRO)
  81. Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE)
  82. Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – seção Litoral do Vale do Itajaí
  83. Grupo de Estudos em Biopolítica, Modos de Vida e Processos de Subjetivação (FURB) 
  84. Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Braz – Joinville
  85. Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis – Sinergia
  86. Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil – INTERSUL
  87. Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (Intercel)
  88. Associação Brasileira de Psicologia Social – Regional SC
  89. Pastoral da Juventude da Diocese de Blumenau
  90. Sindicato dos Eletricitários do Norte de Santa Catarina (SINDINORTE)
  91. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas e Químicas de Criciúma e Região 
  92. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Joinville e Região
  93. Sindicato dos Comerciários de Rio do Sul e Região
  94. Sindicato dos Servidores Públicos de Rio do Sul
  95. Rádio Comunitária Campeche
  96. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Rio do Sul e Região 
  97. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Timbó e Região 
  98. Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC)
  99. Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
  100. Centro de Defesa de Direitos Humanos de Blumenau e Região (CDDH)
  101. Grupo de Pesquisa Trabalho e Dignidade, Constituição e Globalização (FURB)
  102. Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
  103. Paidéia – Grupo de Estudos sobre Epistemologia, Práticas e Saberes Interdisciplinares (FURB)
  104. Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Plásticas de Biguaçu e Região
  105. Nohs Somos Comunicação
  106. LABEAM – Laboratório Blumenauense de Estudos Antigos e Medievais da Universidade de Blumenau (FURB)
  107. Coletivo Feminista Helen Keller de Mulheres com Deficiência
  108. Centro Vida Orgânica
  109. RELIPLAM – Rede Latino Americana Integrativa de Plantas Medicinais, Aromáticas e Nutracêuticas
  110. Acontece Arte e Política LGBTI+
  111. ERRO Grupo
  112. Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Plásticas de Joinville e Região
  113. Conselho Estadual do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de Santa Catarina (IAB-SC)
  114. Laboratório de Ecologia Urbana (UFSC)

NOTA DE REPÚDIO A CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO GOVERNO FEDERAL INTITULADA “O BRASIL NÃO PODE PARAR”

Diante de uma pandemia que assola o mundo, o Governo Federal, na figura do maior cargo do Poder Executivo, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, já demonstrou total despreocupação com a saúde da população em diversos pronunciamentos realizados. Mas a demonstração da perversidade e do racismo do seu mandato estão presentes na propaganda “O Brasil não pode parar”.

Com uma música triste de fundo e uma narração repetitiva, direcionada aos mais pobres, autônomos, desempregados e pequenos empresários, a propaganda gera medo e promove ação para que as pessoas coloquem a saúde em risco, para preservar a economia. Como se não bastasse, preenche visualmente a propaganda de personagens negros, pobres, subalternizados. Deixando ainda mais explícito, quais vidas quer colocar em risco.

Um material extremamente racista, que relembra os ideais eugenistas, presentes no século XIX e que sobrevivem até hoje, como podemos enxergar nessa campanha publicitária. Um ideal aceito e propagado pela classe dominante do país que sobrevive até hoje colhendo os frutos do passado escravocrata, mas que, ainda assim, não se contenta com seus lucros e aposta na perversidade do neoliberalismo para matar corpos em detrimento do enriquecimento dos seus e de suas famílias.

Repudiamos veementemente a peça publicitária, bem como esse governo que se demonstra cada dia mais racista e despreocupado com aqueles e aquelas que sustentaram e sustentam esse país.

Exigimos que as instituições se pronunciem diante desse crime e não se omitam, mais uma vez, ao pensar em uma solução para parar esse desgoverno perverso.

Reforçamos aos milhares de negros e negras que sustentam esse país: se possível, FIQUEM EM CASA!

Pelos milhares dos nossos que deram a vida por esse país: se possível, fiquem em casa. Pelos milhares que não tiveram direito a indenização: se possível, fiquem em casa! Pelos nossos mais velhos: se possível, fiquem em casa! Preservem suas vidas.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM!

Assinam:

Movimento Negro Maria Laura
– Ashanti – Coletivo de Mulheres Negras
– Juventude Manifesta – SC
– Frente Joinville pela Democracia
– União Nacional LGBT de Joinville
– Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia
– União da Juventude Socialista de Joinville
– Centro Acadêmico de Direito da Univille – Gestão Todas as Vozes
-Núcleo de Estudos Negros – SC
– União da Juventude Comunista – Joinville
– Coletivo Feminista de Mulheres Negras Antonieta de Barros
– Resistência (PSOL Joinville)
– Partido Comunista Brasileiro
– Primavera Socialista (PSOL Joinville)
– PSOL Santa Catarina
– Coletiva Autônoma Estudantil (ColAE)
– Comuna (PSOL Santa Catarina)
– Fórum de Mulheres de Joinville
– Baque Mulher Joinville
– PT Joinville
– CDH – Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Braz
– Coletivo Anarquista Bandeira Negra
– Coletivo Negras Petistas

Nota pública pela criação de atendimento emergencial da Assistência Social de Joinville em tempos de contenção da pandemia do Coronavírus

O cenário criado a partir dos casos de Coronavírus (COVID-19) no Brasil trouxe
situações que colocam em risco as vidas dos setores mais pobres do mundo. Em
Joinville, não é diferente. Considerando as medidas encaminhadas nos decretos do
governador Carlos Moisés e do prefeito Udo Döhler, os movimentos sociais,
entidades de classe, movimentos artísticos, culturais, organizações populares e
políticas assinam este documento, exigindo as seguintes ações imediatas da
Prefeitura de Joinville para a próxima segunda-feira, 23 de março de 2020.

  1. Distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os servidores
    municipais da saúde e assistência social municipal;
  2. Criação de uma ação de distribuição de cestas básicas para as famílias com as
    crianças matriculadas na rede municipal de educação enquanto durar o fechamento
    das escolas municipais;
  3. Distribuição de cestas básicas para as famílias de imigrantes residentes em
    Joinville enquanto persistir as medidas restritivas;
  4. Instalação de 10 equipamentos de higienização para as pessoas em situação de
    rua, distribuídos em pontos estratégicos na cidade;
  5. Abertura do Ginásio Abel Schulz para utilização dos banheiros;
  6. Adoção de medidas para acomodação de pessoas em situação de rua em caso
    de contágio pelo Coronavírus;
  7. Distribuição de álcool gel e materiais de higiene para a população em situação de
    rua, imigrantes e famílias do Cadastro Único;
  8. Não utilização da repressão estatal contra as populações de imigrantes, em
    situação de rua e em geral;
  9. Cobrança às empresas privadas a paralisação da produção nas fábricas naquilo
    que não seja essencial na atual situação do país;
  10. Distribuir materiais informativos sobre os cuidados necessários para a
    população em situação de rua e imigrantes.

Joinville, 20 de março de 2020.

Assinam o documento:

AMORABI – Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga

AJOTE – Associação Joinvilense de Teatro

ASSOCIAÇÃO GENTE

AEVAHJLLE – Associação Esperança Viva de Apoio à Haitianos da Região de
Joinville

ASHANTI – Coletivo Ashanti de Mulheres Negras

BAQUE MULHER – Maracatu Feminista Baque Mulher

CALHEV – Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi da UNIVILLE

CABN – Coletivo Anarquista Bandeira Negra

CDH – Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz

CEBI – Centro de Estudos Bíblicos

Comissão Ecumênica de Joinville

Centro Integrado João de Paula – Exército de Salvação

CONEP – Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil

CEBI – Centro de Estudos Bíblicos

DALEM – Diretório Acadêmico Livre das Engenharias de Mobilidade – UFSC

DAP – Diálogo e Ação Petista

DeMÃES – Teatro Playback de Mães

FJM – Frente Joinville pela Democracia

FMJ – Fórum de Mulheres de Joinville

GRES DIVERSIDADE – Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos pela
Diversidade

IMPAR – Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento

INTEGRATIVA – Capoeira Integrativa

LAB URB – Laboratório Urbano

LEIA MULHERES – Clube Leia Mulheres

MANIFESTA – Juventude Manifesta do PSOL

IEAB – Missão Anglicana da Reconciliação

MPL – Movimento Passe Livre

MORRO DO OURO – Grupo de Maracatu Morro do Ouro

MNML – Movimento Negro Maria Laura

MULHERES DO PT – Coletivo de Mulheres do PT

OIAFJLLE – Organização de Imigrantes Africanos de Joinville

PCdoB – Partido Comunista do Brasil

PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

PT – Partido dos Trabalhadores

SINDIPETRO PR/SC – Sindicato dos Petroleiros

SINDIPREVS – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal

SINDIRECEITA – Sindicato dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil

SINPRONORTE – Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais do Norte do Estado de SC

SINSEJ – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região

SINTESPE – Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina – Núcleo Joinville

TRANSCENDER – Coletivo Transcender

UJS – União de Juventude Socialista

UBM – União Brasileira das Mulheres

UNALGBT – União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis e
Transexuais de Joinville

UNIDADE CLASSISTA – Corrente Sindical/PCB

VIRGÍNIA – Coletivo Virgínia

Agenda

agenda

Facebook