Opinião

NOTA DE REPÚDIO A CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO GOVERNO FEDERAL INTITULADA “O BRASIL NÃO PODE PARAR”

Diante de uma pandemia que assola o mundo, o Governo Federal, na figura do maior cargo do Poder Executivo, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, já demonstrou total despreocupação com a saúde da população em diversos pronunciamentos realizados. Mas a demonstração da perversidade e do racismo do seu mandato estão presentes na propaganda “O Brasil não pode parar”.

Com uma música triste de fundo e uma narração repetitiva, direcionada aos mais pobres, autônomos, desempregados e pequenos empresários, a propaganda gera medo e promove ação para que as pessoas coloquem a saúde em risco, para preservar a economia. Como se não bastasse, preenche visualmente a propaganda de personagens negros, pobres, subalternizados. Deixando ainda mais explícito, quais vidas quer colocar em risco.

Um material extremamente racista, que relembra os ideais eugenistas, presentes no século XIX e que sobrevivem até hoje, como podemos enxergar nessa campanha publicitária. Um ideal aceito e propagado pela classe dominante do país que sobrevive até hoje colhendo os frutos do passado escravocrata, mas que, ainda assim, não se contenta com seus lucros e aposta na perversidade do neoliberalismo para matar corpos em detrimento do enriquecimento dos seus e de suas famílias.

Repudiamos veementemente a peça publicitária, bem como esse governo que se demonstra cada dia mais racista e despreocupado com aqueles e aquelas que sustentaram e sustentam esse país.

Exigimos que as instituições se pronunciem diante desse crime e não se omitam, mais uma vez, ao pensar em uma solução para parar esse desgoverno perverso.

Reforçamos aos milhares de negros e negras que sustentam esse país: se possível, FIQUEM EM CASA!

Pelos milhares dos nossos que deram a vida por esse país: se possível, fiquem em casa. Pelos milhares que não tiveram direito a indenização: se possível, fiquem em casa! Pelos nossos mais velhos: se possível, fiquem em casa! Preservem suas vidas.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM!

Assinam:

Movimento Negro Maria Laura
– Ashanti – Coletivo de Mulheres Negras
– Juventude Manifesta – SC
– Frente Joinville pela Democracia
– União Nacional LGBT de Joinville
– Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia
– União da Juventude Socialista de Joinville
– Centro Acadêmico de Direito da Univille – Gestão Todas as Vozes
-Núcleo de Estudos Negros – SC
– União da Juventude Comunista – Joinville
– Coletivo Feminista de Mulheres Negras Antonieta de Barros
– Resistência (PSOL Joinville)
– Partido Comunista Brasileiro
– Primavera Socialista (PSOL Joinville)
– PSOL Santa Catarina
– Coletiva Autônoma Estudantil (ColAE)
– Comuna (PSOL Santa Catarina)
– Fórum de Mulheres de Joinville
– Baque Mulher Joinville
– PT Joinville
– CDH – Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Braz
– Coletivo Anarquista Bandeira Negra
– Coletivo Negras Petistas

Nota pública pela criação de atendimento emergencial da Assistência Social de Joinville em tempos de contenção da pandemia do Coronavírus

O cenário criado a partir dos casos de Coronavírus (COVID-19) no Brasil trouxe
situações que colocam em risco as vidas dos setores mais pobres do mundo. Em
Joinville, não é diferente. Considerando as medidas encaminhadas nos decretos do
governador Carlos Moisés e do prefeito Udo Döhler, os movimentos sociais,
entidades de classe, movimentos artísticos, culturais, organizações populares e
políticas assinam este documento, exigindo as seguintes ações imediatas da
Prefeitura de Joinville para a próxima segunda-feira, 23 de março de 2020.

  1. Distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os servidores
    municipais da saúde e assistência social municipal;
  2. Criação de uma ação de distribuição de cestas básicas para as famílias com as
    crianças matriculadas na rede municipal de educação enquanto durar o fechamento
    das escolas municipais;
  3. Distribuição de cestas básicas para as famílias de imigrantes residentes em
    Joinville enquanto persistir as medidas restritivas;
  4. Instalação de 10 equipamentos de higienização para as pessoas em situação de
    rua, distribuídos em pontos estratégicos na cidade;
  5. Abertura do Ginásio Abel Schulz para utilização dos banheiros;
  6. Adoção de medidas para acomodação de pessoas em situação de rua em caso
    de contágio pelo Coronavírus;
  7. Distribuição de álcool gel e materiais de higiene para a população em situação de
    rua, imigrantes e famílias do Cadastro Único;
  8. Não utilização da repressão estatal contra as populações de imigrantes, em
    situação de rua e em geral;
  9. Cobrança às empresas privadas a paralisação da produção nas fábricas naquilo
    que não seja essencial na atual situação do país;
  10. Distribuir materiais informativos sobre os cuidados necessários para a
    população em situação de rua e imigrantes.

Joinville, 20 de março de 2020.

Assinam o documento:

AMORABI – Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga

AJOTE – Associação Joinvilense de Teatro

ASSOCIAÇÃO GENTE

AEVAHJLLE – Associação Esperança Viva de Apoio à Haitianos da Região de
Joinville

ASHANTI – Coletivo Ashanti de Mulheres Negras

BAQUE MULHER – Maracatu Feminista Baque Mulher

CALHEV – Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi da UNIVILLE

CABN – Coletivo Anarquista Bandeira Negra

CDH – Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz

CEBI – Centro de Estudos Bíblicos

Comissão Ecumênica de Joinville

Centro Integrado João de Paula – Exército de Salvação

CONEP – Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil

CEBI – Centro de Estudos Bíblicos

DALEM – Diretório Acadêmico Livre das Engenharias de Mobilidade – UFSC

DAP – Diálogo e Ação Petista

DeMÃES – Teatro Playback de Mães

FJM – Frente Joinville pela Democracia

FMJ – Fórum de Mulheres de Joinville

GRES DIVERSIDADE – Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos pela
Diversidade

IMPAR – Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento

INTEGRATIVA – Capoeira Integrativa

LAB URB – Laboratório Urbano

LEIA MULHERES – Clube Leia Mulheres

MANIFESTA – Juventude Manifesta do PSOL

IEAB – Missão Anglicana da Reconciliação

MPL – Movimento Passe Livre

MORRO DO OURO – Grupo de Maracatu Morro do Ouro

MNML – Movimento Negro Maria Laura

MULHERES DO PT – Coletivo de Mulheres do PT

OIAFJLLE – Organização de Imigrantes Africanos de Joinville

PCdoB – Partido Comunista do Brasil

PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

PT – Partido dos Trabalhadores

SINDIPETRO PR/SC – Sindicato dos Petroleiros

SINDIPREVS – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal

SINDIRECEITA – Sindicato dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil

SINPRONORTE – Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais do Norte do Estado de SC

SINSEJ – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região

SINTESPE – Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina – Núcleo Joinville

TRANSCENDER – Coletivo Transcender

UJS – União de Juventude Socialista

UBM – União Brasileira das Mulheres

UNALGBT – União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis e
Transexuais de Joinville

UNIDADE CLASSISTA – Corrente Sindical/PCB

VIRGÍNIA – Coletivo Virgínia

Medidas – Covid 19

Informamos que o Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz de Joinville (CDH) vai seguir a agenda oficial do Governo do Estado. O atendimento ao público, reserva do auditório e todas as reuniões e eventos foram cancelados por tempo indeterminado.

Este é um momento de cooperação coletiva de cuidado uns com os outros. Estamos acompanhando que a nível mundial várias medidas de precaução estão sendo tomadas. Vamos nos conscientizar! É de suma importância olhar por aquelas pessoas que são vulneráveis em todos os sentidos, inclusive aquelas que não tem condições de se resguardarem contra o vírus.

Estamos atendendo emergência via Whatsapp: (47) 9757 – 6819 e pelo E-mail: cdh@terra.com.br

Por fim, vamos seguir também as orientações da Nota sobre o Covid – 19 feita pelo colegiado do CDH.  

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